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sábado, 18 de maio de 2013

Profecias do Livro das Sombras

Quero deitar no meu silêncio,
quero que ela chegue com pressa e seja breve.
Sem mais rodeios,
quero que me leve
pra onde tudo que sei,
seja esquecido.

Para onde eu possa recomeçar.

Não queria que novamente,
caísse a lágrima que deixa o olho em brasa,
 ferir aquele que me sustenta com o pulsar.

Queria sim,
noites bem dormidas,
que as despedidas não fossem eternas,
que a saudade sumisse ao nascer do sol,
que todo bom dia fosse como um mantra
e se estendesse pra todo sempre,
e que  " assim seja , assim se faça"
seja dito com mas vontade.

A partir de hoje
vou parar de me culpar
pelo erro alheio;
vou revindicar meus direitos;
vou liberar todas emoções.
Pararei de chorar por motivos infames.

Se quiseres ir embora,
que seja feita tua vontade.
Se a raiva tomou-lhe conta,
direi que está certo,
se assim estiver.
Revelarei meus segredos,
 se for digno de ouvir.
Pedirei sua ajuda,
se for forte o bastante para aguentar.

NO SILÊNCIO DO ESCURO,
LÁGRIMAS DE DOR
CINTILAM EM MEIO Á NÉVOA
DO SEU CORAÇÃO.

Caroline Leal de Pellegrin (sem datas)






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