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sábado, 19 de abril de 2014

O vazio de estar longe do seu ninho

quando crescemos queremos ser livres, voar do ninho. Sempre tão artística, trabalharia na rua , como já fiz em prol da arte, e agora trancafiada em uma casa obscura, sem pessoas que me deem atenção, eu estou triste e sozinha.
Quero voltar!
Vou viver atras da mascara da vaidade por trabalhar em uma revenda de ilusão, cansei.
A arte não se encontra mais em mim, me sinto triste.
Minha fonte tão engenhosa , SECOU
sempre pensei que estava louca,pois minha mente processava um milhão de idéias em segundos e hoje se encontra vazia, a arte não mais me pertence. nem o amor.
Quero fugir dessa terra desconhecida, pois preciso de atenção. preciso do meu remédio.
O mundo capitalista nos fez assim, destruir sonhos para levantar casas, mas eu prefiro ficar sem comer e viver a arte, preciso fotografar, nem forças de erguer a câmera não tenho mais , minha vitalidade se esvaiu, a natureza, minha querida amiga, faz tempo que não te encontro, para escrever no meu livro de sombras , sombras de paz interior, as pedras já estão esgotadas, mais ódio do que amor.
Não sou dona nem do meu nariz, pois cheiro o que não quero, tenho de pedir permissão a tudo que faço, perdi o amor ás coisas, só sinto ódio e rancor. Sinto falta da palavra família , não só da minha mas de ver uma família, só vejo pessoas falando mal das outras e me vejo assim também.
Os últimos tempos só me prestei pra julgar, ando tão estressada que não me lembro a ultima vez que me senti realmente feliz, talvez naquele dia de sol onde fomos ver no rio o esplendor do Deus se pondo. Foi a ultima vez.
Devo esperar pelos outros , pois não tenho condições de seguir sozinha!

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